quinta-feira, dezembro 23, 2004

Mensagem de Natal

Quero desejar a todos os meus familiares, amigos, colegas, conhecidos e
ilustres visitantes, uma época natalícia feliz.
Não vou desejar que recebam muitas prendinhas, desejo-vos antes que
passem o Natal na companhia daqueles que mais amam e diariamente vos
ajudam a ultrapassar os problemas mais difíceis.

Infelizmente o natal não é efectivamente todos os dias, nem sequer sempre
que uma pessoa o quiser.
O natal dos nossos dias, tem a tendência para deixar de ser a festa da
família para passar a ser uma troca de presentes algo de muito mais
materialista do que o seu principio deveria representar, o verdadeiro
espírito natalício, aquele que reúne a família e os verdadeiros amigos e que
fortalece e solidifica sentimentos.
É com base nesses sentimentos que julgo como puros e verdadeiros, que desejo
para todos nós Um Natal Feliz e Ano Novo pleno de saúde, sucesso e cheio de alegrias!




Call Center

Se pretende prendas para bebés ate um ano, prima a tecla #1
Se pretende prendas para bebés de um ano aos três anos, prima a tecla #2
Se pretende prendas para crianças dos três aos cinco, prima a tecla #3
Se pretende prendas para crianças dos cinco aos oito, prima a tecla #4
Se pretende prendas para crianças com idade superior aos oito, prima a tecla #5
Se pretende falar directamente com o Pai Natal prima a tecla #9
Pai Natal

quarta-feira, dezembro 22, 2004

À espera do fim

Vou andando por aí
Sobrevivendo à bebedeira e ao comprimido
Vou dizendo sim à engrenagem
E ando muito deprimido
E é difícil encontrar quem o não esteja
Quando o sistema nos consome e aleija
Trincamos sempre o caroço
Mas já não saboreamos a cereja

Já houve tempos em que eu
Tinha tudo não tendo quase nada
Quando dormia ao relento
Ouvindo o vento beijar a geada
Fazia o meu manjar com pão e uva
Fazia o meu caminho ao sol ou à chuva
Ao encontro da mão miúda
Que me assentava como uma luva

Se ainda me queres vender
Se ainda me queres negociar
Isso já pouco me interessa
Perdemos o gosto de viver
Eu a obedecer e tu a mandar
Os dois na mesma triste peça
Os dois à espera do fim

Tu tens fortuna e eu não
Podes comer salmão e eu só peixe miúdo
Mas temos em comum o facto de ambos vermos
A vida por um canudo
Invertemos a ordem dos factores
Pusemos números à frente de amores
E vemos sempre a preto e branco o programa
Que afinal é a cores.

Se ainda me queres vender
Se ainda me queres negociar
Isso já pouco me interessa
Perdemos o gozo de viver
Eu a obedecer e tu a mandar
Os dois na mesma triste peça
Os dois à espera do fim
Só à espera do fim !!!

terça-feira, dezembro 21, 2004

Faixa Central

Diariamente, nas estradas portuguesas, não sei porque carga de água a maioria dos condutores fazem questão de apenas utilizar a faixa central como se esta por direito lhes pertencesse.
Por norma, faço por não ligar e continuo a circular normalmente pela faixa da direita, agora quando às 7h20 em plena 2ª circular apenas se circula na faixa central, criando graves perturbações à boa circulação não há paciência!
O que eu noto, é que aqueles que deveriam ser um exemplo para a circulação, os chamados profissionais do volante são os que mais exageram nessa maneira de conduzir.
Ora vejamos, os tais encartados que fazem da dita a sua profissão, os que conduzem veículos pesados, criam filas de camiões enormes mais parecendo procissões, todos juntinhos que eles andam. Tu vens a circular na faixa de direita como bom condutor que julgas que és, e deparas-te com esse cenário, o que fazes?
Faixa da direita aparentemente livre, consegues vislumbrar um ou outro carro mais adiante;
Faixa do centro vês carradas de camiões todos juntinhos quase sem espaço entre eles;
Faixa da esquerda a circular com bastante intensidade e de forma perfeitamente compacta.
Provavelmente, não vais arriscar a faixa da direita porque ficas retido com um carro a circular mais lentamente e os tais camiões não te vão dar a “bucha” para mudares de faixa, irás então para a faixa da esquerda, vais ser “apenas” mais um, na já congestionadissima faixa da esquerda.
Esta situação, tipicamente portuguesas repete-se um pouco por todo o país nas nossas diversas estradas, por norma as autoridades não penalizam, deixam passar impune este tipo de infracção, logicamente como condutor que sou, não concordo muito com a multa...nem sequer quero falar da legislação em vigor, certamente não quero entrar por ai, falo apenas da falta de civismo, da falta de respeito pelo os outros condutores, se houvesse um pouco mais de civismo e respeito nas estradas de certeza que não haveriam tantos acidentes e a circulação seria de certeza muito melhor.
Por norma todos estamos quase sempre atrasados, somos latinos, somos condutores fervorosos, mas isso não pode justificar tudo.
Todos podemos melhorar...vamos tentar.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Mamute

História de um mamute...igual a outras tantas conhecidas de todos nós!

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Valores

Não vou falar aqui de exagerada auto-estima, mas desse amor tão popular que, como a caridade, começa em casa, na casa do próprio corpo – esse campo de batalha sexual onde tive minhas primeiras vitórias e nem uma só derrota...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Tempos difíceis

Andaremos nós a viver em crise?
Serão estes os tempos difíceis?
Que tal fazer uma pausa?



come um Kit-Kat.
Recupera...vem ai o Natal!

terça-feira, dezembro 14, 2004

Sociedade em que vivemos

Esta é a sociedade em que vivemos, onde os adultos abusam das crianças, onde os ricos ganham o ordenado mínimo, onde as artimanhas governamentais auxiliam a todos menos aqueles que trabalham, onde a toxicodependência é considerada uma doença, mas nao tratamos dos doentes, nem tampouco se combate o trafico, onde se morre mais nas estradas do que no resto da Europa, mas continuam as estradas perigosas e as soluções ridiculas, onde se desrespeitam os direitos dos cidadaos com constantes atropelos à dignidade humana, onde as forças da autoridade são exactamente isso....apenas força...e abuso da autoridade, onde o dirigismo político apenas é um valente tacho, onde existe um total descredito das instituições, onde proliferam bairros de lata sem as minimas condições de higiene, segurança e tudo o resto, onde cada um apenas se preocupa com o seu bem estar, claramente que nao funcionamos como sociedade, como comunidade somos uma nulidade, principios basicos de saúde e educação são-nos retirados por custos exorbitantes, impossiveis de suportar pela maioria da população.
Nada funciona!
Nada!
Será que é este o preço de viver na democracia? Ou será que nem sequer vivemos numa democrcia, vivemos numa democracia utópica, onde só à custa da sociedade civil, do associativismo é que se consegue construir qualquer coisa, o estado à muito que não se governa, não consegue identificar e combater os verdadeiros inimigos, incêndios, estradas de morte, criminalidade, saúde e educação precária e uma costa sem qualquer vigilância.
Estamos ao abandono!
Se não formos tu e eu a construir qualquer coisa...
Tu e Eu? Orienta-te!
Põe-te ao fresco moço!

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Segunda-feira, dia 13 de Dezembro, alegrem-se os viciados do trabalho, esta é a semana mais longa do mês....não tem feriados!

Beauty queen of only eighteen
She had some trouble with herself
He was always there to help her
She always belonged to someone else
I drove for miles and miles
And wound up at your door
I've had you so many times but somehow
I want more
I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
She will be loved
Tap on my window knock on my door
I want to make you feel beautiful
I know I tend to get so insecure
It doesn't matter anymore
It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
She will be loved
I know where you hide
Alone in your car
Know all of the things that make you who you are
I know that goodbye means nothing at all
Comes back and begs me to catch her every time she falls

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Obrigação

Num dia à tarde, o sol brilha intensamente mesmo assim o frio é constante, de rachar.
Vou até lá baixo, ver o rio.
Maré cheia, o rio esta lindo, a ponte ajuda a ilustrar a magnitude da paisagem...autêntico postal.
Fico por um café qualquer na zona da Expo, zona da moda, sento-me na esplanada, a rapariga simpática atende-me, peço um café, não é longa a espera, uns cinco sete minutos no máximo, até que a moça regresse, com o tal café, agradeço.
Eu - Obrigada!
Ela – Obrigada?!
...NUNCA!!!

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Vícios

Se fosse alcoólico ...tu serias o meu vinho
Se fosse jogador ...tu serias as minhas cartas
Se fosse toxicodependente...tu serias a minha cocaína
Se fosse cantor....tu serias o meu microfone
Se fosse maestro...tu serias a minha orquestra
Se fosse fumador...tu serias a minha nicotina
Se fosse guloso...tu serias o meu açúcar
Se fosse comprador compulsivo...tu serias o meu Visa Gold
Se fosse ...Eu....Tu serias (serás) sempre TU!
És o meu vicio de viver, por isso te amo!

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Vida de aluguer

A vida que levamos!
Sempre de um lado para outro, sem tempo para nós, tentamos distribuir o tempo que nos é atribuído por aqueles que mais perto nos rodeiam, por aqueles que mais amamos, e para nós?
Não chega?
Corremos, corremos, corremos...mas nunca é o suficiente!
Quem me dera ser rico para poder pagar o aluguer da minha vida

terça-feira, dezembro 07, 2004

O grito da revolta

O conhecimento, após anos de pesquisa fugaz, vamos apreendendo a valorizar o que antes era apenas insignificante, vulgar.
Hoje sentimentos de responsabilidade são-nos incumbidos de forma incessante.
Sentimentos esses que nos provocam uma visão medonha da realidade.
Para onde caminhamos nós?
Que futuro nos espera?
Continuamos a fazer a revolução à noite num qualquer café, prontos para combater tudo e todos até que nos deparamos com a hora tardia...amanha também é dia!
É esta a nossa diáspora, o nosso Fado!
Olivença é nossa!!!!

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Juntos de novo

Após anos de afastamento daqueles que julgamos amigos...íntimos, criados juntos até ao dia do casamento...da separação.
Tão amigos que nós éramos!!!
Inseparáveis!
Dias e dias à aventura, sempre todos juntos, criados na maior escola da mundo, com a certeza que estávamos sempre em grande, sem medos, sem receios.....também....quem nos poderia fazer mal?
Hoje mais do que nunca, continuamos, um processo que para alguns é natural, para outros não!
Criamos os filhos, longe uns dos outros, vivemos com a certeza que estamos a construir um lar, uma família.
Mas....então nós não éramos já uma...família?
Então porque o afastamento?
O Tribunal continua lá, no sitio do costume...agora sem a audiência de outros tempos, mas com a mesma austeridade que sempre o caracterizou, onde nos reuníamos em grandes grupos, sempre juntos, em família que éramos então.
Agora?
Não sei.
Não éramos amigos?
O que é um amigo afinal?
Há quanto tempo não sabes de mim?
...e eu de ti?

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Placebo - Blue American

I wrote this novel just for you
It sounds pretentious but it's true
I wrote this novel just for you
That's why it's vulgar
That's why it's blue
And I say thank you
I say thank you
I wrote this novel just for Mom
For all the Mommy things she's done
For all the times she showed me wrong
For all the times she sang God's song
And I say thank you Mom
Hello Mom
Thank you Mom
Hi Mom
I read a book about Uncle Tom
Where whitey bastard made a bomb
But now Ebonics rule our song
Those motherfuckers got it wrong
And I ask
Who is uncle Tom?
Who is uncle Tom?
Who is uncle Tom?
You are
I read a book about the self
Said I should get expensive help
Go fix my head
Create some wealth
Put my neurosis on the shelf
But I don't care for myself
I don't care for myself
I don't care for myself
I don't care
I wrote this novel just for you
I'm so pretentious
Yes it's true
I wrote this novel just for you
Just for you
Just for you

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Vintage

Após 20 anos, não sei quantos meses e sessenta e nove dias, eis que eles decidem contemplar o publico de Lisboa com um espectáculo comemorativo, afinal de contas não é todos os dias, nem para todos poder comemorar tão prolongada carreira.
Os
Ena Pá 2000 estão, por isso de parabéns.
Aproveitam a efeméride para gravar um DVD ao vivo.
Em noite de muita chuva, mais parecia um novo dilúvio, os animaizinhos já se começavam a agrupar aos pares....
Depois de uma longa espera para entrar, mil e quinhentas a duas mil pessoas tiveram o privilégio de assistir, na pequena sala do Paradise Garage, a um espectáculo, longe de ser apenas um concerto, no mínimo memorável.
Teve de tudo!

Musica, tocaram muito e bem.
Uma striper!
Fez um show de strip total!!!
Um discurso politico do candidato Vieira, o publico correspondeu apelando a “Vieira a presidente!”
O contraditório, o tal agora tão na moda e ao qual nem todos tem o direito, lá, no Paradise, a oposição ao Candidato Vieira fez-se ouvir, afinal de contas estamos numa democracia bolas!!!
O opositor fez-se ouvir e no fim ainda comeu um peixe cru (devias ser uma truta..crua) argggghhh...
O espectáculo continuou por mais de umas três horas, sempre com o publico a corresponder....muita cerveja, devo ter engordado uns bons....litros.
A coreografia em palco...excelente!!
Os músicos sempre dispostos a presentear o publico com um show bastante agradável.
O fim do espectáculo chegou, sem antes fazerem um encore, com um verdadeiro hino dos Ena Pá 2000:
Marilu, diz-me que és mesmo tu,
Marilu....